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  • Dra. Vanessa Santarosa

Nova medicação é aprovada para o tratamento da hipoglicemia grave

     


        A hipoglicemia, infelizmente, é um evento muito comum no tratamento do diabetes do tipo 1 e tipo 2. Os sintomas da hipoglicemia são muito desagradáveis e muitas vezes traumatizante para os pacientes e familiares. Os sintomas incluem sudorese profusa, palpitação, tremores, tontura, turvação visual, sensação de desmaio, fraqueza e confusão mental. Nessa situação, o melhor a fazer é ingerir 15 gramas de carboidrato de absorção rápida, o equivalente a um copo de 200ml de refrigerante normal ou de suco de laranja ou água com 1 colher de sopa de açúcar. Ingerir doces em geral, como chocolate, bombons ou bolachas não é uma boa estratégia pois são alimentos ricos em gordura, e a gordura retarda a absorção do açúcar. O resultado é um consumo exagerado desses alimentos enquanto a glicemia no sangue sobe lentamente, com um pico hiperglicêmico algumas horas depois. Adicionalmente é importante também o indivíduo parar o que está fazendo (dirigir por exemplo) para evitar maiores complicações e, se possível, medir a glicemia com o glicosímetro para se certificar de que realmente é um evento de hipoglicemia.

      Em casos mais graves, a hipoglicemia resulta em confusão mental, convulsão e perda do nível de consciência, impossibilitando que o paciente resolva por si próprio o evento da queda do açúcar no sangue. Até o momento, o que se existia no mercado para a resolução da hipoglicemia grave era o glucagon injetável, medicação muitas vezes prescrita pelo médico para pacientes com histórico de hipoglicemias recorrentes. O glucagon é um hormônio que age no fígado promovendo a liberação dos estoques de glicogênio que serão transformados em açúcar, elevando rapidamente os níveis de glicemia no sangue. Trata-se de uma medicação injetável, de uso intramuscular e que pode ser aplicada por uma outra pessoa, porém requer um mínimo de noção de manipulação de remédios injetáveis, o que na prática, é muito difícil. Portanto, na maioria das vezes, diante de uma hipoglicemia grave o serviço do SAMU é acionado ou os familiares ou pessoas próximas optam por levar o paciente até o pronto socorro mais próximo.

      A boa notícia é que o FDA aprovou nesse semestre o glucagon nasal para o tratamento da hipoglicemia grave. O nome comercial é Baqsimi, e a medicação pode ser inclusive usada em crianças a partir de 4 anos. Nos estudos, o Baqsimi, com apenas 1 puff nasal se mostrou tão eficaz quanto à dose do glucagon injetável (1 ampola intramuscular). Dessa forma, a correção da hipoglicemia se tornou bem mais prática e fácil para o portador de diabetes, familiares ou pessoas próximas que necessitem socorrer o indivíduo nessa situação. Os principais efeitos colaterais do glucagon nasal são náusea, vômitos, cefaléia, congestão e prurido nasal, lacrimejamento e hiperemia ocular.

    Certamente essa medicação trará mais conforto e segurança para o paciente diabético, assegurando melhor adesão e menos receio do tratamento. Para aqueles que já passaram por um evento de hipoglicemia grave, com perda de consciência, confusão mental ou crise convulsiva, o Baqsimi representa a esperança de que nunca mais episódios como esse se repitam.


Dra. Vanessa Aoki Santarosa Costa

Médica Endocrinologista formada pela Escola Paulista de Medicina - Universidade Federal de São Paulo

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