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Clínica Médica RQE 38724 - Endocrinologia e Metabologia RQE  38725

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  • Dra. Vanessa Santarosa

Principais dúvidas sobre o colesterol e triglicérides



     Cuidar da sáude nem sempre significa ir ao médico ou ao pronto socorro quando sentimos algum sintoma como dor ou mal-estar. Algumas doenças ou problemas relacionados à saúde são silenciosos, como é o caso do colesterol elevado, também denominado dislipidemia. Muitas vezes só descobrimos esse problema quando o seu médico numa consulta de rotina desconfia do problema mediante seus antecedentes familiares ou pessoais ou quando solicita alguns exames laboratoriais. Saiba porque esse simples exame de sangue é tão importante para a sua saúde.



O que é colesterol?

    Colesterol é um tipo de gordura sintetizada pelo fígado. Diferentemente do que imaginamos, apenas  20 a 30% do que dosamos no sangue advém do mal hábito alimentar e do sedentarismo. Quase 80% do colesterol dosado é geneticamente determinado e, portanto, produzido pelo próprio organismo.


Colesterol é sinônimo de algo ruim?

      Não! O colesterol é fundamental para o organismo, faz parte da membrana celular de todas as nossa células. Além disso, o colesterol é fonte de matéria prima para produção dos hormônios. Portanto, ter níveis adequado de colesterol é essencial para a saúde.



O que significa colesterol "bom" e "ruim"?

       O colesterol é transportado no sangue por proteínas denominadas lipoproteínas. As mais importantes são o LDL colesterol e o HDL colesterol. O LDL ou colesterol "ruim" é responsável por se depositar nas artérias e aumentar o risco cardiovascular, sendo uma das principais causas para o infarto e o AVC. O excesso de colesterol se deposita nas paredes dos vasos formando placas de gordura, também denominado de aterosclerose, estreitando suas paredes e dificultando o fluxo sanguíneo. Já o HDL colesterol, denominado "bom", ajuda o organismo a eliminar o colesterol ruim, levando-o de volta ao fígado.



Quais são so sintomas do colesterol alto?

          A dislipidemia é uma doença inicialmente silenciosa. No geral leva-se anos para que a placa aterosclerótica se forme e obstrua o fluxo sanguíneo. Quando isso acontece no coração, a falta de suprimento sanguíneo e oxigenação leva à isquemia do músculo cardíaco e a manifestação clínica mais comum é a dor no peito (angina) que se irradia para o membro superior esquerdo, muitas vezes associado a sudorese, ânsia e tontura. Se a obstrução ocorrer nos vasos cerebrais, seja pelo processo aterosclerótico, seja por um êmbolo (placa gordurosa que se desprende da parede do vaso) estamos diante de um AVC - derrame e os sintomas mais comuns são fraqueza de um dos lados do corpo, alteração da fala ou compreensão, alteração do equilíbrio e confusão mental.



A partir de que idade devo dosar o colesterol?

        Quando existe histórico familiar de doença aterosclerótica precoce com infarto ou derrame antes dos 50 anos de idade ou na suspeita da doença hipercolesterolemia familiar (quando os níveis de LDL estão persistentemente acima de 190mg/dl) a dosagem do colesterol pode ser recomendada precocemente a partir dos 2 anos de idade. Para os demais caso, o médico deve individualizar a avaliação. Na presença de fatores de risco como obesidade infantil e diabetes também faz parte da avaliação de saúde dessa criança o perfil de colesterol. Na ausência de fatores de risco preconiza-se uma primeira avaliação a partir dos 10 anos de idade e se os níveis de colesterol estiverem adequados uma nova avaliação ao final da adolescência.



Qual o tratamento para o colesterol elevado?

          Para a maioria dos casos o tratamento inicial envolve melhorar a qualidade da dieta, combater o excesso de peso quando ele existe e promover a prática de atividade física regular. A indicação de medicamentos para baixar o colesterol deve ser avaliada pelo médico a depender do risco cardiovascular do paciente, fatores de risco apresentados e falha em atingir as metas de colesterol apenas com as mudanças de estilo de vida. A principal classe de medicamentos para essa finalidade são as estatinas, que visam sobretudo diminuir o LDL colesterol. São medicações seguras, bem toleradas e que trouxeram um impacto importante na diminuição dos eventos cardiovasculares.



Quais alimentos são ricos em colesterol?

         Os alimentos com maior potencial em aumentar o colesterol são aqueles ricos em gordura saturada, encontrada principalmente em alimentos de origem animal como a carne, leite e derivados, manteiga, cremes e produtos com gordura vegetal hidrogenada contida nos sorvetes, maionese, chocolates…



O que são triglicerídeos? Como eles afetam nossa saúde?

        Diferentemente do restante do colesterol, a maior fonte de triglicérides é externa, ou seja, advinda da alimentação. Trata-se de um tipo de gordura ruim, que secundariamente também ajuda no processo da aterosclerose e contribui para o aumento do risco cardiovascular. As principais fontes de triglicérides são os carboidratos, representados principalmente pelos pães, massas, bolos e tortas.



Como reduzir meus níveis de colesterol?

        Inicialmente é fundamental mudar alguns hábitos alimentares como ingerir leite e derivados de leite desnatados, queijos magros (frescal, cottage e ricota), cortes magros da carne vermelha, preferir a carne branca e remover a gordura visível das carnes e a pele das aves e evitar também os embutidos. No preparo dos alimentos usar preferencialmente o azeite, óleo de milho, girassol ou canola e deve-se evitar cremes em geral (creme de leite, maionese, chantilly) e as frituras. Escolha alimentos ricos em fibras, o ovo deve ser consumido com moderação e sempre optar por ter no prato folhas verdes. O controle do peso é importante para o colesterol assim como a prática de atividade física regular.



Quando é preciso usar alguma medicação? E quais medicações existem no mercado?

          A decisão de usar medicação para o colesterol dependerá dos níveis iniciais e dos fatores de risco apresentados. Com essas informações o médico calcula o risco cardiovascular do indivíduo e busca atingir metas de colesterol conforme esse risco. Dieta, atividade física e controle do peso sempre farão parte do tratamento, porém nem sempre é possível atingir as metas de colesterol e triglicérides. Nessa situação, está indicado medicações como as estatinas, o ezetimibe, os fibratos e os inibidores de PCSK9 para os casos mais graves.



Dra. Vanessa Aoki Santarosa Costa

Médica Endocrinologista formada pela Escola Paulista de Medicina - Universidade Federal de São Paulo

Atua em consultório médico particular na Vila Mariana, Zona Sul, São Paulo.