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  • Dra. Vanessa Santarosa

Sono e obesidade, qual a relação?


Uma noite de sono bem dormida e acordar sentindo que o sono foi reparador é indispensável para a saúde e bem-estar. A falta de sono promove alterações hormonais e de metabolismo importantes e vem sendo cada vez mais estudada como fator de risco para obesidade. Pesquisadores da Universidade de Leeds, no Reino Unido, realizaram um estudo para avaliar o impacto do sono no metabolismo e foi demonstrado que dormir menos de nove horas por dia poderia predispor à obesidade e diabetes. Foram estudados mais de 1.500 participantes entre 10 e 65 anos, correlacionando o padrão de sono, diário alimentar e alguns parâmetros metabólicos como glicemia, colesterol, cintura abdominal, peso e pressão arterial. Os resultados mostraram que o grupo de pessoas que dormiam menos de nove horas por dia apresentavam maior medida de cintura abdominal, diminuição do colesterol bom (HDL) e maior tendência a obesidade, sendo que não houve diferenças entre os hábitos alimentares dos que dormiam menos em comparação aos que dormiam mais. Essas alterações se correlacionam com o acúmulo de gordura visceral que por sua vez aumenta a resistência insulínica, ativa processos inflamatórios e culmina com o desenvolvimento do diabetes do tipo 2.

          Por outro lado, a privação de sono durante a semana poderia ser recompensada nos fins de semana, segundo pesquisadores da Coréia do Sul. Os pesquisadores afirmam que  pessoas que dormem pouco durante a semana, poderiam recuperar as horas de sono aos finais de semana, dormindo mais e assim prevenindo o ganho de peso relacionado a privação de sono. Os dados do estudo mostram que as pessoas que dormiam mais horas no fim de semana e que na contabilização final de horas de sono por semana também dormiam mais, tinham índices de massa corpórea (IMC) significativamente mais baixos do que aqueles que não buscavam recuperar horas de sono no final de semana. A diferença do IMC foi pouca porém atingiu significância estatística, mostrando que os resultados não foram ao acaso. Os investigadores concluíram que cada hora adicional de sono correlacionava-se a uma redução de 0,12 no IMC e que isso poderia ser explicado, em parte, por hábitos relacionado à prática de dormir pouco: fazer mais refeições por dia, cansaço crônico e disposição menor para a prática de atividade física. 

          Outro estudo interessante que relaciona peso ao sono foi publicado no The Journal of Pediatrics. O estudo foi conduzido por pesquisadores da Ohio State University em crianças pré-escolares, envolvendo quase 1.000 crianças nascidas saudáveis, com idade média de 4,5 anos e que foram acompanhadas por um período de 10 anos. As crianças foram divididas em três categorias de acordo com o horário em que iam dormir: antes das 20h, entre 20 e 21h e após as 21h. Os resultados do estudo mostraram que das crianças que dormiam mais cedo, apenas 1 em cada 10 (10%) desenvolveu obesidade na adolescência, dos que dormiam entre 20-21h 16% apresentaram obesidade após a idade pré-escolar, e esse número subiu para 23% no grupo de crianças que dormiam após às 21h. Ou seja, crianças que dormem mais tarde apresentaram o dobro de risco de se tornarem adolescentes obesos.

        É crescente o número de estudos que correlaciona os efeitos adversos metabólicos, como obesidade, e privação de sono. Na abordagem de avaliação do peso é indispensável investigar, além dos fatores clássicos como hábitos alimentares e grau de atividade física, o padrão de sono. Faz parte do tratamento da obesidade melhorar a qualidade do sono dos pacientes e adequar horários e horas de sono por dia.


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